Eu e minhas amigas temos um trato. Estaremos juntas e assistiremos ao vivo a cerimônia oficial de abertura das olimpíadas em 2012.
Fizemos este trato quando éramos muito novas, apenas garotas desocupadas e com muitos sonhos. Ocorre que 2012 já está chegando né?
A idéia era prever como estaríamos daqui a “tantos” anos. E eu adoro isso.
É por isso que amei a nova propaganda do Ford Fusion. Para quem não viu ainda eu vou explicar:
Uma moça e um rapaz, aparentemente colegas de trabalho estão almoçando quando surge a costumeira pergunta do mundo corporativo: “Onde você se vê daqui a 5 anos?”. Na imaginação dele ele está dirigindo um Ford Fusion e quando olha para o lado está acompanhado da moça. Ele replica “E você?” Na imaginação dela ela está no banco de trás de um Ford Fusion com uma aparência imponente e quando a câmera focaliza no motorista é o tal rapaz. Termina com o narrador: “Novo Ford Fusion, quem tem fez por merecer.”
Porque que eu não fiz publicidade hein? Ficar o dia inteiro pensando e criando coisas bacanas, já pensou? Me disseram que as duas premissas da publicidade são divertir ou emocionar, mas vamos guardar este assunto porque acho que ainda quero falar muito sobre isso.
Voltando a idéia de como você se vê daqui a um tempo estou lendo um livro muito legal. Ele se chama “Lembra de mim?”. A personagem principal é uma jovem que começa a narrativa com 25 anos, mora sozinha em Londres num pequeno apartamento, com um emprego mediano e tem umas boas amigas. Muita coisa acontece na vida dela (mas a gente não fica sabendo) e três anos se passam, ela está portanto com 28 anos onde sofre um acidente e perde a memória recente voltando a estar com 25 anos. Só que a vida dela está completamente diferente. Por exemplo, ela não reconhece o próprio marido, nem nada que tenha acontecido neste intervalo de tempo. Ela vai tentando reconstruir sua história e os fatos a partir de fragmentos lançados por pessoas a sua volta. Aí que a aventura começa.
Confesso que bateu uma certa crise de existencialismo. Para ajudar entrei no MSN e no nick da minha amiga tinha uma frase tipo “menos inércia e mais ação”. Penso em toda a energia que eu tenho para realizar tantas coisas, mas quase sempre acabo não realizando nada.
No Réveillon passado enquanto todas as outras pessoas estavam escolhendo blusas com os dizeres: Prosperidade, Paz, Amor eu não tive dúvida e escolhi a minha: ATITUDE.
Não importa o que a gente fale, nós precisamos mesmo é de ATITUDE.
A humanidade, a nação brasileira e cada pessoa em sua individualidade.
Porque precisamos da meia-noite do dia 31 de dezembro para rever nossas metas e repensar nossas ações?
Como eu me vejo daqui a 5 anos? Provavelmente vou me lembrar de quando escrevia este texto e num suspiro vou resmungar “Parece que foi ontem”.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
A menina no país das MARAVILHAS!

Quando eu era criança eu tive um surto de Transtorno obsessivo-compulsivo. Quando conto isso para as pessoas elas dizem: ah, eu também tenho isso, eu não posso pisar nas riscas na calçada.
Fala sério, isso não torna sua vida um problema. Eu acho que todo mundo tem suas “paranóias” mas no meu caso em especial eu acredito no diagnóstico de transtorno.
Vou contar para vocês.
Tinha quatro pessoas na minha família, minha mãe, meu pai, minha irmã e eu. Portanto tudo que eu fizesse eu tinha que repetir quatro vezes senão um deles iria morrer. Imagine ter que esfregar quatro vezes cada parte do corpo durante o banho ou refazer e apagar o dever de casa outras quatro. Dava um trabalho danado.
Eu assisti um filme essa semana retratando a história de uma menina com algo parecido: “A Menina no País das Maravilhas”. Nem vou contar que os atores são maravilhosos e que a protagonista Elle Fanning (O curioso caso de Benjamin Button) apesar da pouquíssima idade deu conta do recado. Nem vou contar que a fotografia é fabulosa e o enredo não me deixara piscar.
Vou contar apenas que é a história de uma criança, que por apresentar “dificuldades psicológicas” por assim dizer, acaba se refugiando em um mundo próprio, criado. Na escola ela é escalada para protagonizar a peça “Alice, no país das maravilhas” e começa a confundir a realidade com o teatro num mix de imaginação.
Escolhi esse filme porque gostei da capa, nunca ouvi falar e ninguém me indicou.
Gostei muito desse filme porque sei que eu também era essa menina.
Gostei muito desse filme porque acho que ainda sou ela.
Fala sério, isso não torna sua vida um problema. Eu acho que todo mundo tem suas “paranóias” mas no meu caso em especial eu acredito no diagnóstico de transtorno.
Vou contar para vocês.
Tinha quatro pessoas na minha família, minha mãe, meu pai, minha irmã e eu. Portanto tudo que eu fizesse eu tinha que repetir quatro vezes senão um deles iria morrer. Imagine ter que esfregar quatro vezes cada parte do corpo durante o banho ou refazer e apagar o dever de casa outras quatro. Dava um trabalho danado.
Eu assisti um filme essa semana retratando a história de uma menina com algo parecido: “A Menina no País das Maravilhas”. Nem vou contar que os atores são maravilhosos e que a protagonista Elle Fanning (O curioso caso de Benjamin Button) apesar da pouquíssima idade deu conta do recado. Nem vou contar que a fotografia é fabulosa e o enredo não me deixara piscar.
Vou contar apenas que é a história de uma criança, que por apresentar “dificuldades psicológicas” por assim dizer, acaba se refugiando em um mundo próprio, criado. Na escola ela é escalada para protagonizar a peça “Alice, no país das maravilhas” e começa a confundir a realidade com o teatro num mix de imaginação.
Escolhi esse filme porque gostei da capa, nunca ouvi falar e ninguém me indicou.
Gostei muito desse filme porque sei que eu também era essa menina.
Gostei muito desse filme porque acho que ainda sou ela.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Quem sabe sabe
Um pastor americano visitou a minha igreja há alguns meses e uma das coisas que ele disse e me marcou foi o seguinte:
Todos os problemas que temos são problemas de sabedoria. Se temos um problema financeiro é porque não soubemos lidar com o trabalho da maneira correta. Se temos um problema conjugal é porque alguém não está agindo com sabedoria no casamento.
E por aí vai...
Fiquei pensando então na escolha do rei Salomão, que podendo ter qualquer coisa, não hesitou: “Senhor, dá-me sabedoria”.
O livro de provérbios nos traz umas boas pérolas. Escolhi algumas dos capítulos mencionados:
Capítulo 27
“Seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estrangeiro e não os teus lábios.”
“Pesada é a pedra e a areia é uma carga; mas a ira do insensato é mais pesada do que uma e outra.”
“Como o óleo e o perfume alegram o coração, assim o amigo encontra doçura no conselho cordial.”
“O que trata da figueira comerá o fruto.”
“A alma farta pisa o favo de mel, mas para a alma faminta todo amargo é doce.”
Capítulo 20
“Não ames o sono para que não te empobreças, abres os olhos e te fartarás do teu próprio pão.”
“O mexeriqueiro revela o segredo, portanto não te metas com quem muito abre os lábios.”
“Não digas: Vingar-me-ei do mal, espera pelo Senhor e ele te livrará.”
“Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor; Como, pois poderá o homem entender o seu caminho?”
Todos os problemas que temos são problemas de sabedoria. Se temos um problema financeiro é porque não soubemos lidar com o trabalho da maneira correta. Se temos um problema conjugal é porque alguém não está agindo com sabedoria no casamento.
E por aí vai...
Fiquei pensando então na escolha do rei Salomão, que podendo ter qualquer coisa, não hesitou: “Senhor, dá-me sabedoria”.
O livro de provérbios nos traz umas boas pérolas. Escolhi algumas dos capítulos mencionados:
Capítulo 27
“Seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estrangeiro e não os teus lábios.”
“Pesada é a pedra e a areia é uma carga; mas a ira do insensato é mais pesada do que uma e outra.”
“Como o óleo e o perfume alegram o coração, assim o amigo encontra doçura no conselho cordial.”
“O que trata da figueira comerá o fruto.”
“A alma farta pisa o favo de mel, mas para a alma faminta todo amargo é doce.”
Capítulo 20
“Não ames o sono para que não te empobreças, abres os olhos e te fartarás do teu próprio pão.”
“O mexeriqueiro revela o segredo, portanto não te metas com quem muito abre os lábios.”
“Não digas: Vingar-me-ei do mal, espera pelo Senhor e ele te livrará.”
“Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor; Como, pois poderá o homem entender o seu caminho?”
Só mais um post
Ele era um adolescente, bem vestido. Classe média, boa situação financeira.
Os pais divorciados e provavelmente alguma crise existencial, eu já falei que ele era um adolescente?
Como essa espécie precisa de um pouco de adrenalina há pouco ele tinha se envolvido com um grupo de pichadores, e obviamente com as pichações.
Driblar os pais era fácil, normalmente subestimam a inteligência de quem tem essa idade.
Numa dessas aventuras ele morreu. Ninguém sabe como. Apareceu baleado. E segundos antes de morrer ainda tentou fazer uma ligação. Uma ligação para o meu celular?
Como assim?
Eu nunca vi essa pessoa na minha vida. A polícia não acreditou de primeira e eu passei umas boas horas na delegacia falando “não sei”.
Quando a mãe dele chegou eu achei ela meio estranha, um pouco fria, será aquela história de não cair a ficha?
Pelo menos ela não me conhece, o que me ajuda a provar que eu não tenho nada a ver com isso.
Mas antes de qualquer coisa, melhor acordar.
Pense numa pessoa que não pára de viajar.
Os pais divorciados e provavelmente alguma crise existencial, eu já falei que ele era um adolescente?
Como essa espécie precisa de um pouco de adrenalina há pouco ele tinha se envolvido com um grupo de pichadores, e obviamente com as pichações.
Driblar os pais era fácil, normalmente subestimam a inteligência de quem tem essa idade.
Numa dessas aventuras ele morreu. Ninguém sabe como. Apareceu baleado. E segundos antes de morrer ainda tentou fazer uma ligação. Uma ligação para o meu celular?
Como assim?
Eu nunca vi essa pessoa na minha vida. A polícia não acreditou de primeira e eu passei umas boas horas na delegacia falando “não sei”.
Quando a mãe dele chegou eu achei ela meio estranha, um pouco fria, será aquela história de não cair a ficha?
Pelo menos ela não me conhece, o que me ajuda a provar que eu não tenho nada a ver com isso.
Mas antes de qualquer coisa, melhor acordar.
Pense numa pessoa que não pára de viajar.
domingo, 5 de julho de 2009
No mesmo horário e no mesmo canal!
Eu assisti “O curioso caso de Benjamin Button” e devo admitir que é curioso mesmo.
Eu vi uma frase do Charles Chaplin e também achei curiosa onde ele dizia que o homem deveria nascer velho e ir ficando jovem, assim como a idéia do filme.
Uma das partes do filme que eu mais gostei é quando ele narra um acontecimento através de várias perspectivas. A amiga dele é atropelada por um táxi então ele vai mostrando tudo o que aconteceu no universo de pessoas envolvidas para que o fato ocorresse. A mulher que estava no táxi, por exemplo, voltou para atender ao telefone no momento em que trancava a porta. O motorista do táxi parou para tomar um café no meio do expediente. Alguém passa em frente ao carro e ele tem que parar. Sua amiga demora um pouco mais para sair do ensaio. Um caminhão estacionado que atrapalha a visão do pedestre. Se apenas um detalhe com qualquer uma dessas pessoas tivesse sido diferente o acidente não teria ocorrido.
Longe de mim ficar contando o filme todo aqui, mas trata-se de um acidente que muda todas as expectativas da personagem, costumeiramente chamamos de fatalidade.
Tirando o negativismo da palavra, muito me intriga as fatalidades do dia-a-dia. Você entra no metrô e encontra o colega da quinta série. Quanta coisa aconteceu para que vocês estivessem no mesmo lugar e na mesma hora? Você anda pelo shopping e esbarra com alguém do trabalho. Ainda assim me surpreende a coincidência, não é um horário de pico: tipo sábado a tarde e nem um shopping dos mais óbvios. Como? Como isso pode acontecer?
Alguém disse que pensar enlouquece.
São muitas as dúvidas me perseguem numa noite de domingo.
Eu vi uma frase do Charles Chaplin e também achei curiosa onde ele dizia que o homem deveria nascer velho e ir ficando jovem, assim como a idéia do filme.
Uma das partes do filme que eu mais gostei é quando ele narra um acontecimento através de várias perspectivas. A amiga dele é atropelada por um táxi então ele vai mostrando tudo o que aconteceu no universo de pessoas envolvidas para que o fato ocorresse. A mulher que estava no táxi, por exemplo, voltou para atender ao telefone no momento em que trancava a porta. O motorista do táxi parou para tomar um café no meio do expediente. Alguém passa em frente ao carro e ele tem que parar. Sua amiga demora um pouco mais para sair do ensaio. Um caminhão estacionado que atrapalha a visão do pedestre. Se apenas um detalhe com qualquer uma dessas pessoas tivesse sido diferente o acidente não teria ocorrido.
Longe de mim ficar contando o filme todo aqui, mas trata-se de um acidente que muda todas as expectativas da personagem, costumeiramente chamamos de fatalidade.
Tirando o negativismo da palavra, muito me intriga as fatalidades do dia-a-dia. Você entra no metrô e encontra o colega da quinta série. Quanta coisa aconteceu para que vocês estivessem no mesmo lugar e na mesma hora? Você anda pelo shopping e esbarra com alguém do trabalho. Ainda assim me surpreende a coincidência, não é um horário de pico: tipo sábado a tarde e nem um shopping dos mais óbvios. Como? Como isso pode acontecer?
Alguém disse que pensar enlouquece.
São muitas as dúvidas me perseguem numa noite de domingo.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Gente do céu!
Todo mundo já ouviu aquela crônica em que o casal está na cama e um deles começa a falar:
Aqui nesta cama estamos eu e você, a pessoa que eu penso que eu sou e a pessoa que eu penso que você é, a pessoa que você pensa que é e a pessoa que você pensa que eu sou...
Eu não lembro direito a história, mas era alguma coisa nos alertando de como é diferente a visão que temos de nós mesmos e dos outros. Enxergamos através do nosso repertório, das nossas perspectivas. E como é engraçada a visão que algumas pessoas têm da gente.
Minha vizinha tem uma filha: Larissa, linda menina, tem uns 9 anos e é muito bem educada.
Tudo começou quando ela “encucou” que me viu na platéia do programa da Xuxa. Demos boas risadas. Impossível, nem de Xuxa eu gosto, aliás não gosto de quase nada que começa com X. Era a letra que eu mais perdia quando jogava UEEEEEESSSTÓP!
Além disso eu nunca fui ao Rio de Janeiro, Lari.
Vim a saber depois por intermédio da mãe dela que a menina é minha fã (daí a imaginação). Vive dizendo que quando crescer quer ser igual a mim.
“Vou ser igual a ela, também quero estudar, trabalhar e viajar muito”
Como é engraçada a visão que algumas pessoas têm da gente.
Pasmem! A história não termina aí. Em tais comparações ela também menciona que “não quer casar”
Peraí. Eu ouvi direito?
“Quero ser igual a ela, também não quero casar”.
Quer dizer que no auge da sabedoria dos meus 23 anos já sou considerada como alguém que “não casou”.
Pobre eu.
Tenho que ir, estou atrasada para congelar meus óvulos.
Aqui nesta cama estamos eu e você, a pessoa que eu penso que eu sou e a pessoa que eu penso que você é, a pessoa que você pensa que é e a pessoa que você pensa que eu sou...
Eu não lembro direito a história, mas era alguma coisa nos alertando de como é diferente a visão que temos de nós mesmos e dos outros. Enxergamos através do nosso repertório, das nossas perspectivas. E como é engraçada a visão que algumas pessoas têm da gente.
Minha vizinha tem uma filha: Larissa, linda menina, tem uns 9 anos e é muito bem educada.
Tudo começou quando ela “encucou” que me viu na platéia do programa da Xuxa. Demos boas risadas. Impossível, nem de Xuxa eu gosto, aliás não gosto de quase nada que começa com X. Era a letra que eu mais perdia quando jogava UEEEEEESSSTÓP!
Além disso eu nunca fui ao Rio de Janeiro, Lari.
Vim a saber depois por intermédio da mãe dela que a menina é minha fã (daí a imaginação). Vive dizendo que quando crescer quer ser igual a mim.
“Vou ser igual a ela, também quero estudar, trabalhar e viajar muito”
Como é engraçada a visão que algumas pessoas têm da gente.
Pasmem! A história não termina aí. Em tais comparações ela também menciona que “não quer casar”
Peraí. Eu ouvi direito?
“Quero ser igual a ela, também não quero casar”.
Quer dizer que no auge da sabedoria dos meus 23 anos já sou considerada como alguém que “não casou”.
Pobre eu.
Tenho que ir, estou atrasada para congelar meus óvulos.
Mas só depois que a saudade se afastar de mim...
Minha prima me convidou para um show da Fernanda Takai com o Jota Quest. Como não conhecia muito da música desta última resolvi pesquisar e acabei me surpreendendo.Bons versos, boa melodia, bons compositores.
A Virginia falaria que é música de dormir rs.
De fato a sensação de dormir ouvindo a voz suave de Fernanda Takai tem me levado a bons sonhos. Sem falar em sua incrível capacidade de se adaptar a toda sorte de eu - lírico. Coisa mais fofa do mundo a versão de “Debaixo dos caracóis dos seus cabelos”.
Mas a minha preferida é essa que aqui: http://www.youtube.com/watch?v=NNGfxU7PArY . “Diz que fui por aí” faz jus a uma coisa que eu ouvi e não me lembro onde: quem tem um violão nunca está sozinho.
Esta canção despertou em mim um enorme desejo de evasão, que eu sempre tive, mas que as vezes dorme.
“Se quiserem saber se eu volto, diga que sim: mas só depois que a saudade se afastar de mim”
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